REDE DE INOVAÇÃO E PROSPECÇÃO TECNOLÓGICA PARA O AGRONEGÓCIO (RIPA) PREPARA SUA SEGUNDA FASE
A organização da RIPA vem sendo realizada considerando-se a análise do ambiente externo, avaliação das oportunidades, bem como as ameaças e demandas futuras do agronegócio do Brasil.
O desenvolvimento de sua primeira fase proporcionou os seguintes resultados:
1. Estabelecimento de um sistema de inteligência competitiva para a gestão do conhecimento no seguimento do agronegócio, com foco no desenvolvimento Regional;
2. Mapa de competências (recursos humanos para o progresso do agronegócio) na dimensão Estado, Academia, Iniciativa Privada e Terceiro Setor para as regiões do Brasil;
3. Modelagem, definição de políticas de gestão e normas, bem como implementação de um Portal Corporativo para o agronegócio com foco em inovação tecnológica, operando via Web;
4. Estabelecimento de base para organização das redes regionais composta pelas Delegações estaduais que se fizeram presente nos Workshops Regionais, as quais se configuraram como início do mapeamento de competência na dimensão Estado, Academia, Iniciativa Privada e Terceiro Setor para subsídio à implantação da rede nacional. As competências regionais foram indicadas por lideranças regionais dos segmentos mencionados;
5. Priorização dos gargalos, desafios, vulnerabilidades e oportunidades levantadas nos Workshops Regionais e Grandes Plataformas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I), bem como Grandes Plataformas de Gestão e Administração(G&A);
6. Preparação de agenda com diretrizes sobre o planejamento das Grandes Plataformas priorizadas e recursos humanos (multiplicadores regionais) para o progresso do Agronegócio.
No momento, encontra-se em preparação a segunda fase de sua implantação para subsidiar o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Agronegócio, agências de fomento, outros Ministérios afins, instituições de pesquisa, setor produtivo, terceiro setor e tomadores de decisão, no estabelecimento de prioridades e na promoção de estudos, projetos e iniciativas que pressuponham decisões de natureza estratégica e competitiva baseadas na inovação tecnológica tendo por fim o desenvolvimento do agronegócio do Brasil.
Soma-se a este cenário a necessidade da organização de estratégias que auxiliem na construção de nova política publicas e com uma visão empreendedora para o agronegócio com a inclusão de modelagem voltada a empreendimentos de base tecnológica que promova a geração de novas empresas brasileiras, que abra novos mercados, tanto internos quanto externos, e que seja elemento atrator de novas empresas para o País.
O desafio decorrente como um novo paradigma é a inserção do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação nas atividades produtivas, o que vêm passando, pelo menos em parte, por um processo de reconversão em que a capacitação tecnológica é essencial. Essa inserção processa-se diferentemente na ciência – orientada para o conhecimento e a excelência - e na tecnologia/inovação – orientada para o mercado e para o atendimento das necessidades da sociedade.
No campo da cooperação internacional, a política de CT&I se vê diante da imperiosa necessidade de se realizar iniciativas transformadoras no atual modelo, face ao dinamismo dos avanços tecnológicos mundiais. Os novos focos de cooperação internacional demandam atualização e ampliação de conceitos, reprogramação de atividades, criação de instrumentos e aperfeiçoamento institucional.
Neste contexto, a segunda fase da RIPA estará sendo desenvolvida com base em:
1. Sistematização dos Núcleos Regionais (para a sistematização do Observatório Nacional para o Agronegócio do Brasil) com base em gestão de competências e inteligência competitiva;
2. Articulação das Plataformas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) priorizadas nas regiões do Brasil, com base em recortes Estaduais;
3. Desenvolvimento de Cenários para a pesquisa, desenvolvimento e inovação para o agronegócio brasileiro com horizonte para 2021;
4. Monitoramento de Cenários e o desenvolvimento de realidades, no âmbito das instituições de PD&I do Pais;
5. Promoção de ação estruturante para a elaboração de bases sobre o perfil profissional no meio rural, bem como boas práticas e modelo de abordagem de sociedade;
6. Promoção do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e fortalecimento das Organizações Estaduais de Pesquisa na rede cooperativa;
Paulo E. Cruvinel
Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Instrumentação)
Pesquisador Visitante do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP, São Carlos)
Coordenador Executivo da RIPA