Portal Ripa
29-10-09

Setor pecuário e agrícola trabalha para desenvolvimento

Segundo Silvio Galvão, desafio da Pesagro é mostrar que Rio de Janeiro também realiza pesquisas agropecuárias com excelência no Estado.




Michel Lacombe

Silvio Galvão diz que 70 municípios do Rio de Janeiro dependem do trabalho desenvolvido na Pesagro - Crédito: Michel Lacombe

Silvio Galvão diz que 70 municípios do Rio de Janeiro dependem do trabalho desenvolvido na Pesagro

Apesar de ter sua imagem intimamente relacionada aos seus atrativos, o Rio de Janeiro também realiza um trabalho voltado para o desenvolvimento pecuário e agrícola do Estado. Além de três unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – a Agrobiologia, em Seropédica e Agroindústria de Alimentos, bem como a Solos, na capital fluminense, há também a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro).

À segunda instituição, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro e também integrante do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA) e o Conselho Nacional do Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), cabe o papel de procurar alternativas tecnológicas para o setor rural do Estado. Com 34 anos de existência, a Pesagro possui dois mil hectares de terra, fazendas experimentais nos municípios de Campos, Itaocara, Macaé, Nova Friburgo e Seropédica, três laboratórios de pesquisa aplicada (nas áreas de biologia animal, controle biológico e outro de qualidade) e um serviço de informação de mercado agrícola.

Segundo seu presidente, Silvio José Elia Galvão, a empresa possuí 280 funcionários, que vão desde os tratoristas até grupo ligado à pesquisa, formado por mestres, doutores e pós-doutores. “Temos linhas fortes de atuação em agroecologia, pecuária leiteira e sementes orgânicas e laboratórios de biologia animal”, afirma. “É uma empresa que eu não diria completa, mas de múltipla atuação, além de grande tradição, com foco nos centros de excelência em desenvolvimento sustentável na região serrana, cana de açúcar, pecuária de corte e leite, seringueira, fruticultura e também no trabalho controle de qualidade de alimentos”, acrescenta.

Além disso, a Pesagro também desenvolve parcerias com outras instituições. Galvão aponta como vínculos interessantes os estabelecidos com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além da Embrapa. “O trabalho continua firme”, ressalta o presidente, que também destaca o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Embrapa. “Hoje é ele que está dando um suporte muito bom as 17 empresas de pesquisa agropecuária”. Outro parceiro forte é a Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde.

Importância

A atuação da Pesagro não se encontra fora do eixo de vocação do Estado. “O Rio de Janeiro, de fato, é famoso por inúmeras informações e dados: carnaval, mulata, praias, futebol, violência e outros mais. O fato interessante é que dos 92 municípios fluminenses, 70 vivem basicamente do desenvolvimento agropecuário e florestal. E isso é extremamente importante porque está ligado ao desenvolvimento estadual, qualidade humana, IDH, êxodo rural, fluxo de migrações populações internas e externas”, explica Galvão.

“Isso nos leva a ter uma maior responsabilidade de contribuição para as soluções, em vista do desenvolvimento socioeconômico do nosso estado. São 70 municípios que efetivamente precisam do nosso trabalho. Estamos em oito cidades diferentes e, junto com a Emater-Rio, que está em outras 62, conseguimos dar suporte de forma razoável a todas as demandas apresentadas pelo segmento rural”, analisa o presidente da Pesagro. “Temos um foco no trabalho de valorização, recuperação, estruturação e modernização do homem do campo, mostrando a importância, a envergadura e a representatividade econômica dessa atividade pecuária e agrícola de produção e voltado para o nosso desenvolvimento e a nossa estruturação social produtiva. Nós do Rio temos nossa parcela a contribuir e estamos querendo nos colocar no nível dos demais Estados do ponto de vista dessa participação”, finaliza Galvão.

 

POR: MICHEL LACOMBE

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Destaques Produção Rural de Economia Familiar


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