Portal Ripa
12-11-09

Presidente do Cieam defende compartilhação de experiências

Maurício Elísio Martins Loureiro, ressalta reunião da RIPA promovida em Manaus e fala da importância da geração de patentes para o País.




Michel Lacombe

Maurício Loureiro: “O governo federal, estadual e os municípios precisam olhar mais para o pesquisador e o cientista”” - Crédito: Michel Lacombe

Maurício Loureiro: “O governo federal, estadual e os municípios precisam olhar mais para o pesquisador e o cientista”

 

 

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Maurício Elísio Martins Loureiro, foi um dos participantes que mais exaltaram a oficina técnica realizada pela Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental, ocorrida em Manaus (AM). Também contribuíram para a realização do evento o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Além disso, houve o apoio do Fundo para o Setor de Agronegócios (CT-Agro), do MCT, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Fundação de Apoio à Física e à Quimica (FAFQ) e da Associação Instituto Internacional de Ciência (IICT).

 

O Cieam tem como missão congregar as indústrias do Estado do Amazonas, para representar, defender e preservar os interesses de seus associados frente a outras entidades, tanto públicas como privadas, em prol da busca de soluções e alternativas que fortaleçam e desenvolvam o Pólo Industrial de Manaus. A visão da instituição é gerar soluções de vanguarda, antecipando a mudanças ambientais, por meio de pesquisas, estudos e parcerias para a melhora competitiva das empresas associadas. Além disso, o Centro se pauta por valores como ética, credibilidade, agilidade, alianças estratégicas, integração, comunicação aberta e transparência.

 

“A gente tem oportunidade também de compartilhar nossas experiências, como a minha, que é empresarial em andamento”, disse Loureiro, que ressaltou a presença de pessoas destacadas de diversos setores, que fizeram parte da oficina. Frente ao Cieam até 2011, ele vê em eventos desse porte uma possibilidade da troca de conhecimento. “Pude conhecer alguns pesquisadores aqui do Estado do Amazonas e agora desenvolvemos, com eles, alguns produtos que estamos patenteando pra ver a possibilidade de comercialização futura”, acrescentou.

 

Ainda sob esse aspecto, o presidente comentou que o contato com os presentes possibilitou não apenas ouvir as experiências de outros lugares, mas também trazer seu aprendizado. “É bom saber que tem pessoas no Brasil inteiro se dedicando à pesquisa e ao desenvolvimento. E, podendo conhecer o Amazonas e Manaus, oportunizar no futuro a pesquisa de produtos que temos em abundancia na região. [O evento] é o congraçamento das inteligências de uma área que oferece muito ao Brasil”.

 

Patentes: desafios e soluções

 

Loureiro comentou que o Cieam possui contatos com escritórios que trabalham na área de patentes no país inteiro. No entanto, o cenário que se apresenta não é dos bons. “ O grande negócio que o Brasil está deixando de ter é incentivar a pesquisa efetivamente, aquela que dê resultados e gere patentes e reconhecimento em termos mundiais”, observou.

 

Segundo ele, apesar de haver muitas inteligências há pouca geração de patentes comparativas com outras nações. “Enquanto alguns países geram milhares de patentes por ano, nós estamos na casa de poucas mil, o que não é bom para nós”, disse. “O governo federal, estadual e os municípios precisam olhar mais para o pesquisador e o cientista. E muito mais pela a educação, que é de onde nós vamos oportunizar o país do futuro”.

 

No entanto, o contato com os pesquisadores que estiveram presentes, vindos das outras quatro regiões do país, junto com os do Norte mostraram as dificuldades na área. “Nós temos grandes problemas aqui no Amazonas e em Manaus. Mas, conversando aqui, vejo que a dificuldade é geral, talvez em menor grau”.

 

Como solução, Loureiro explicou que há um grande negócio a ser feito. “O governo federal deveria estimular laboratórios particulares, juntando os pesquisadores para gerar patentes”. Para ele, isso deixaria os trâmites para obter alguma patente mais rápidas. “Quando se juntam inteligências, e tudo está muito claro e bem definido, todo mundo colabora para que as coisas funcionem melhor. Eu vejo que as oportunidades existem para o país e para a sociedade: resta nos organizarmos melhor e fazer com que isso aconteça”.

 

POR: MICHEL LACOMBE

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