Michel Lacombe | 
| Lauro Beltrão: “Nós lutamos com certas dificuldades, mas elas nos estimulam a buscar novos caminhos e novas alternativas” |
Criada em 1994, como instrumento para a execução de pesquisa agropecuária no Rio Grande do Sul, a Fepagro atua com foco na melhoria da qualidade de vida da sociedade, sempre focado em um desenvolvimento sustentável, como afirma seu pesquisador, Lauro Beltrão. Sua origem remonta a 1919, quando foi criada a Estação de Seleção de Sementes de Alfredo Chaves. Após isso foi criada uma rede de Estações Experimentais, agrupadas em quatro institutos de pesquisa – Ipagro, Ipvdf, IPZ e Iprnr , congregados no Departamento de Pesquisa. A instituição Fepagro só se consolidou quando os Departamentos de Pesquisa e Pesca foram fundidos à estrutura já existente. Atualmente, a instituição conta com uma sede em Porto Alegre (RS) que conta com laboratórios de Tecnologia de Sementes, Química do Solo, Biotecnologia, Meteorologia Aplicada, Fitopatologia, Museu de Entomologia, Fixação Biológica do Nitrogênio (Mircen), Nutrição Animal, Produção, Reprodução Animal e Substrato para Plantas e Centro de Meteorologia Aplicada, além de 16 Centros de Pesquisa, nas cidades de Viamão (que é focado nas áreas de plantas medicinais, aromáticas e codimentares, piscicultura e outras atividades de pesquisa agropecuária), Caxias do Sul (Agroindústria), duas em Hulha Negra (pesquisa em forrageira e produção animal), São Borja (Cereais), Santa Maria (pesquisa florestal), Santana do Livramento (pesquisas na área florestal e produção animal), São Gabriel (forrageiras), Uruguaiana (sistema de produção em arroz), Taquari (fruticultura), Maquiné (melhoramento de feijão, espécies de fruteiras tropicais e florestais), Terra de Areia (aquicultura de peixes nativos), Vacaria (pesquisa de forrageiras e lavoura de grãos, como trigo, leite a pasto e produção animal consorciada com produção vegetal), Ijuí (sanidade e produção animal) e Santa Rosa (observação de cultivares de mamona e cana-de-açúcar, prospectando oportunidades para produção de bioenergia na região). “Evidente que sempre nosso desafio dentro de um modelo é o desenvolvimento sustentável. É nós acharmos soluções tecnológicas que possam nos dar o tripé da sustentabilidade social, econômica e ambiental. Esse é o desafio de todos nós no país e no mundo”, afirma Beltrão. Segundo ele, a realidade da Fepagro não foge da brasileira. “Nós lutamos com certas dificuldades, mas elas nos estimulam a buscar novos caminhos e novas alternativas na busca da obtenção de recursos e parcerias com outras instituições de pesquisa como a Embrapa, e as demais Oepas e Unviersidades, no sentido de buscarmos essas carências dentro das parcerias para resolver a falta especialmente de recursos humanos”, finaliza. |